Restrições na China ameaçam Apple (AAPL34)? Entenda o impacto para a gigante da tecnologia


A tensão entre Estados Unidos e China chegou até a Apple. Notícias de que o governo chinês restringirá o uso do iPhone entre os funcionários públicos assustou os mercados a ponto de a companhia perder quase US$ 200 bilhões em dois dias.

O temor que se instaurou após o anúncio das novas restrições não é por acaso: afinal, em níveis de faturamento, cerca de 20% das receitas da Apple vêm do mercado chinês, explica o analista Richard Camargo, da Empiricus Research, ao Giro do Mercado.

Além disso, a China tem importância estratégica para a Apple porque boa parte dos produtos vendidos pela companhia é montado no país.

Porém, a queda das ações não preocupa. Por conta do tamanho da Apple, um recuo marginal pode provocar uma volatilidade na ordem de dezena de bilhões de dólares, explica Camargo.

A volatilidade já se normalizou, inclusive. “É um pouco de reação natural do mercado para um evento como esse. […] Não parece ser algo que vá se estender muito e que vale a pena a gente ficar gastando muita energia com isso”, comenta.

Inflação em foco: o que esperar?

A agenda econômica da semana traz dados importantes para os mercados entenderem os possíveis movimentos que os bancos centrais devem realizar sobre a trajetória dos juros.

Dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos devem ditar o humor em Wall Street e na Bolsa local. Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus, o mercado doméstico pode ser negativamente pego de surpresa pelos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Isso porque a composição da atividade inflacionária está mais pressionada, diz Spiess. Além disso, o dólar voltou a ter uma apreciação, enquanto os preços do petróleo estão em níveis elevados, novamente acima de US$ 90 o barril.

“Isso tudo acaba impactando, direta e indiretamente, os dados de inflação, tornando-a mais resiliente, mais resistente”, explica.

De acordo com Spiess, já havia expectativa de reaceleração da inflação no segundo semestre. No entanto, dados estão vindo acima do que se pressupunha, o que é negativo.

“Dados acima do esperado, como podemos ter amanhã, podem sim ter impacto na tomada de decisão do BC”, afirma o analista.

Confira o episódio completo do Giro do Mercado nesta segunda-feira (11). A Empiricus comenta o que esperar do Ibovespa no curto prazo, em meio à divulgação dos dados de inflação, e se a Apple é uma aposta da casa. Saiba mais clicando aqui.


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