Big techs vão permitir que governos examinem em primeira mão novas ferramentas de IA, diz primeiro-ministro do Reino Unido


As maiores empresas de tecnologia do mundo permitirão que os governos examinem pela primeira vez as suas ferramentas de inteligência artificial, anunciou o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak.

Empresas como Meta, Google Deep Mind e OpenAI concordaram em permitir, de forma voluntária, que os reguladores testassem os seus novos produtos de IA antes de lançarem as ferramentas para o público – para as autoridades, a medida irá abrandar a corrida para desenvolver sistemas que possam competir com os humanos.

Sunak fez o anúncio nesta quinta-feira, após uma conferência de dois dias em Bletchley Park, na qual um grupo diversificado, incluindo o homem mais rico do mundo (Elon Musk), a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, e um alto funcionário do governo chinês, concordaram que a IA representa um grave risco para a humanidade.

Falando aos repórteres no final da cúpula, Sunak disse: “Acredito que as conquistas desta cúpula farão pender a balança a favor da humanidade”.

As medidas foram comemoradas pelo bilionário da tecnologia Elon Musk, em conversa com Sunak, durante a qual Musk explicou o que vê como um futuro dramaticamente diferente para a humanidade.

“Estamos vendo aqui a força mais perturbadora da história”, disse ele. “Chegará um ponto em que nenhum emprego será necessário. Você pode ter um emprego se quiser…, mas a IA será capaz de fazer tudo.”

Para Musk, a cúpula trouxe progressos. “Simplesmente ter uma visão e ser capaz de destacar as preocupações do público será muito poderoso”, disse ele.

Yoshua Bengio, considerado um dos padrinhos da IA moderna, irá comandar a elaboração do primeiro relatório de segurança de IA. Bengio, ganhador do prêmio ACM Turing award – equivalente a um Nobel, só que para a ciência da computação – tem sido uma das vozes mais proeminentes sobre os perigos da IA.


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