Cais do Valongo é reaberto ao público


Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo foi reaberto ao público nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro.

Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, Leandro Grass, informou que outra etapa de obras no local será entregue em 2024.

“A ideia é fazer um grande Centro Cultural, então, ele vai ter uma multidisciplinaridade, uma perspectiva diversa de ocupação. Enfim, essa concepção ainda vai ser melhor discutida, mas a ideia é que não seja só um museu, vai ter uma perspectiva de multiuso”, afirmou.

Foto: Samuel Barcelos/Prefeitura do Rio

O local histórico, hoje celebrado, recebeu mais de um milhão de africanos escravizados.

A restauração e a musealização da área é fruto de um projeto com valor total de R$ 2 milhões, que inclui readequação física e sinalização, iluminação, além de substituição do guarda-corpo. O recurso foi viabilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A memória é uma forma de educar para o futuro’, defendeu o presidente do Banco, Aloizio Mercadante, durante a cerimônia no Rio.

Patrimônio Nacional e Mundial

O Cais do Valongo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2013 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2017.

“Esse lugar tem um enorme valor em termos de história de memória não só nacional, mas principalmente internacional. A África é uma prioridade global da Unesco e esse lugar marca uma relação importante entre a África e o Brasil. É uma memória que não pode ser perdida e precisa ser valorizada”, afirmou a coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Isabel de Paula.


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