
A Redação
Goiânia –
A capital goiana receberá o curso Projeto Odú: Caminhos para o Futuro, de abril até setembro. Realizado pelo Instituto Fará Imorá Odé, a ação tem como objetivo a formação em cultura afro-brasileira em um curso pré-Enem e uma formação pedagógica de professores. As incrições estão abertas e podem ser realizadas pelo link. As aulas serão realizadas em formato híbrido (on-line e presencial), na sede do Instituto Fará Imorá Odé.
O projeto prevê a realização de uma variedade de atividades, incluindo 42 oficinas de saberes da cultura afro-brasileira. Essas oficinas abrangem áreas que focam na compreensão cultural, ao oferecer oportunidades econômicas, além de aulas de percussão, gastronomia, costura e tranças. O programa inclui cursos específicos sobre a história do candomblé em Goiás, um curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e uma formação especializada para professores, visando uma educação anti-racista.
O Projeto Odú é destinado a atender especificamente os setores Orlando de Morais e Vila Mutirão, regiões onde mais de 75% da população se identifica como negra, o busca, além de combater o racismo, celebrar a riqueza cultural e étnica da cidade. O projeto tem o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (SMDHPA) e do Mestrado Profissional em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio da Universidade Estadual de Goiás (Promep-UEG).
Confira o cronograma:
20/4 – O candomblé e a construção da cultura afro-brasileira
27/4 – Aspectos gerais sobre a cultura, escravidão e religião
4/5 – Do Calundu à constituição das Primeiras Casas
11/5 – Nações, denominações, tradições e candomblé
18/5 – Salvador e o candomblé ketu, o caso da Casa Branca e o Alaketo
25/5 – Africanização, Universalização e Nacionalização do Candomblé
1º/6 – Os anos de 1970 e a chegada do candomblé em Goiás, o caso de
Pai João de Abuque
8/6 – Os anos de 1990 e expansão do candomblé de keto, o caso de Baba Djair de Logunedé
15/6 – Os anos 2000 e o candomblé na Grande Goiânia e os desafios do racismo religioso
22/6 – Comunidades tradicionais de terreiro como patrimônio cultural brasileiro