
O Palmeiras de Abel Ferreira é tão regular, que a derrota por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, contra o Santos, não chega a assustar. Foi assim em 2022 (São Paulo) e em 2023 (Água Santa). E o Palmeiras virou o resultado no segundo jogo e saiu campeão.
O que preocupa o palmeirense é entender como Abel Ferreira vai fazer o time que foi mal nos três primeiros quartos do jogo reverter o resultado. Um time sem criatividade, travado e pesado. Com um meio-campo que não apareceu para jogar por 65 minutos.
O time que terminou o jogo, no entanto, foi bem. Lázaro, Rony, Vanderlan e, principalmente, Richard Ríos, transformaram um time quase inofensivo em um adversário perigoso.
Mesmo assim, o placar do Alviverde ficou no zero. Já o Santos, com gol de cabeça de Otero, parte com vantagem para a segunda final, no Allianz Parque, no próximo domingo (7).
O AMADO NÃO CRUZA, O AMADO FAZ AMOR!!! EXPLODE, VILA BELMIRO!!! GOL DO OTERO PRA COLOCAR O PEIXE NA VANTAGEM NO PRIMEIRO JOGO DA FINAL!!!
Santos 1 x 0 Palmeiras.
🎙 @LFFreitas#PaulistãoNaCazéTV pic.twitter.com/C5jWajiQtd
— CazéTV (@CazeTVOficial) March 31, 2024
Time travado
A melhor chance do jogo no 1º tempo foi do Palmeiras. Zé Rafael roubou na entrada da área do Verdão, achou Endrick no meio, que lançou Flaco. João Paulo saiu muito bem e defendeu. No banco, Abel gesticulou, como todo palmeirense: era bola para cavar.
Tirando uma bola recebida por Raphael Veiga, que pisou nela e caiu, aos 30 minutos, foi só isso que o Palmeiras levou de perigo de verdade. Veiga, aliás, pouco pegou na bola.
O Santos teve mais de 20 minutos de domínio. De tanto ter a bola, o Peixe só foi fazer uma falta aos 23 minutos. Quando isso aconteceu, o Palmeiras já tinha sete. Três delas, cometidas por Endrick, que mostrava excesso de vontade. Aos 17, fez uma falta na entrada da área que Otero quase colocou na rede.
Weverton, como há muito não se via, esteve muito seguro. Tanto defendendo quanto iniciando as jogadas de ataque. Mas não adiantava muito. O Palmeiras, mesmo jogando em transição, poucas vezes conseguiu trocar passes suficientes para concluir uma jogada.
Prejuízo rápido
Nem deu para saber qual foi a ideia de Abel no intervalo. Porque não demorou nem quatro minutos para o Santos abrir o placar, em jogada Guilherme.
O melhor jogador do Peixe no ano passou como quis por Marcos Rocha e viu o baixinho Otero se antecipar a Piquerez e cabecear para o chão, sem qualquer chance para Weverton.
O Santos ameaçou um abafa após o gol, que o Palmeiras conseguiu evitar. Mas mesmo sem aproveitar o apagão oferecido pelo Palmeiras, o Santos continuou dando as cartas no jogo.
A entrada de Ríos, aos 20, no lugar de um Zé Rafael pesado, trouxe alguma novidade ao meio-campo. O colombiano conseguiu deixar o Palmeiras mais para perto da área do Santos.
Amarelado e com dores na coxa direita, que recebeu gelo assim que o jogador chegou ao banco, Endrick já estava flertando com uma expulsão e também foi substituído. Lázaro, Rony e Vanderlan entraram bem. Estêvão fez pouco.
As cinco mexidas mudaram o jogo àquela altura. O Palmeiras passou a ter mais a bola e dar trabalho para o miolo de zaga santista e para o goleiro João Paulo. O empate chegou a parecer questão de tempo. Mas não aconteceu.
E agora, só resta ao Palmeiras repetir o que fez nas duas últimas temporadas. Vai ter que jogar bola como fez no final na Vila. Mas, provavelmente, com os jogadores que foram mal no começo.