ABES-SP: Café com Tecnologia: DHX do Brasil destaca processo de biorremediação para tratamento de efluentes e esgotos


Com palestra de Ericson Mirandola, CEO da empresa, e muita interatividade, os participantes puderam conhecer todas as etapas da técnica, que é 100% natural, e tirar dúvidas sobre o tema com o especialista. A terceira edição aconteceu na sede da Seção, em SP, e online. Disponível no YouTube.

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção São Paulo (ABES-SP) realizou nesta quinta-feira, 21 de setembro, mais uma edição de seu “Café com Tecnologia”, uma oportunidade para empresas apresentarem produtos, tecnologias e serviços em um café da manhã com convidados do setor de saneamento.

Desta vez, a palestra foi patrocinada pela DHX do Brasil. O CEO e responsável técnico da empresa, Ericson Mirandola, aprofundou o tema “Biorremediação Acelerada para Tratamento de Esgoto e Efluentes com processo 100% natural e sustentável, sem geração de lodo com baixa demanda energética”.

Realizada no auditório da entidade, na capital paulista, com transmissão pelo YouTube, a iniciativa da ABES-SP promove a troca de experiências entre profissionais qualificados do saneamento envolvidos nas áreas de inovação e tecnologia, fomentando o desenvolvimento do setor. 

Este terceiro encontro foi apresentado por Flaviane Cunha, coordenadora institucional da ABES-SP.

Com o principal objetivo de ajudar na redução do déficit do saneamento e descontaminar solos, efluentes e corpos hídricos, Mirandola iniciou a apresentação explicando sobre o processo exclusivo de Biorremediação utilizado pela DHX: Acelerada por Bioaumentação de Microrganismos Autóctones – “BABMA”. “Este é um processo patenteado pela DHX”, destacou Mirandola, fazendo a apresentação da empresa e sua ampla expertise neste mercado.

Segundo o especialista, a DHX é uma empresa brasileira de biorremediação, fundada em 2008, especializada no tratamento de efluentes residuais e urbanos, industriais e ambientais, tanto em contaminação do solo e águas subterrâneas, conseguindo fazer a degradação destes contaminantes.  “Somos detentores do processo BABMA, considerado inovador, consequência de anos de pesquisas na USP, junto com Dr. Manoel Armando Azevedo dos Santos, um dos responsáveis pela patente, e trabalhamos muito em pesquisas fora do país, para sempre garantir uma alta eficiência em nosso processo de biorremediação acelerada. É uma tecnologia nova no mercado, comparada com o que existe hoje, mas a DHX é uma empresa com relevante expertise nessa área”, salientou o CEO.

Em sua palestra, ele destacou informações sobre o que é biorremediação, com considerações sobre as diferenças entre as biorremediações natural e acelerada.  “Com a biorremediação acelerada nosso objetivo era ter um processo 100% natural, sem a necessidade de colocar nenhum agente externo nesses locais para que o processo garantisse o desenvolvimento sustentável que almejávamos, além da redução de custos tanto de químicos, físicos e redução de consumo de energia”, ressaltou.

Ericson Mirandola destacou como a DHX trabalha com esse processo. “É processo é biotecnológico. Por meio dele, pegamos uma amostra do resíduo, identificamos os microrganismos que fazem parte daquele local em tratamento, quais são os bons, para potencializá-los para que consigam fazer a degradação do processo e entregar um ambiente 100% tratado. Não fazemos basicamente nada externo, é um processo 100% in situ, que apresenta uma alta eficiência na degradação de metais pesados e não tem necessidade de tratamentos complementares. É possível substituir todo o processo físico-químico pelo processo de biorremediação acelerada, dispensando o uso de floculadores, por exemplo. Este é o ponto ideal que pretendíamos alcançar com esse processo 100% natural”, explicou, entre outros detalhes técnicos sobre o BABMA.

Sobre as vantagens da Biorremediação Acelerada, Mirandola destacou tratar-se de um processo ecologicamente correto sem químicos, produção de energia (captação de metano), extinção imediata do odor indesejável, redução do consumo de energia, inibição de patógenos, custo-benefício e reúso de água. O especialista aproveitou para contar sobre alguns cases de sucesso que já foram implementados, comentando sobre a evolução dos resultados já alcançados nesses segmentos e comparação de investimentos.

Após a apresentação de Ericson Mirandola foi aberto espaço para perguntas feitas pelo público presencial e online.

Veja respostas do palestrante sobre duas perguntas do público.

Assista ou reveja o evento completo


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